Cenário é um dos piores já vistos no mercado imobiliário, declara presidente da Fiabci

SÃO PAULO – O mercado imobiliário brasileiro enfrenta uma grave crise que inquieta as entidades ligadas ao setor. Enquanto os estoques ampliaram, as vendas e o número de lançamentos caíram. Os custos já caem nominalmente em algumas cidades e em quase todo Brasil a variação não é suficiente para cobrir a inflação. Rodrigo Luna durante acontecimento em São Paulo na última quarta-feira declarou: “O cenário atual é um dos piores já vistos pelo mercado imobiliário nos últimos anos”. Rodrigo Luna é presidente da Fiabci .

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A retração da economia e a crise política são assinalados como os grandes vilões. Para Luna, são necessárias várias medidas para que o país volte a aumentar e o mercado imobiliário recomece a trajetória de alta. “Precisamos de ajustes políticos, jurídicos e econômicos. Questões sem respostas não faltam”, alegou.

Cláudio Bernardes realçou a forte queda dos lançamentos em São Paulo e em outras capitais do país. Cláudio Bernardes é presidente do Secovi. “No ano passado a situação já não era bastante boa. Mas nada parecido com hoje”, declarou. Segundo dados da entidade, a queda no número de unidades arremessadas na capital paulista até o mês de outubro foi de 31,6% na comparação com o mesmo fase do ano passado.

DesempenhoEm janeiro, a carteira da Inva recuou 7,17%, contra queda de 6,17% do IFIX no mesmo fase.

Já as vendas recuaram menos por conta do esforço das construtoras em fechar negócio. “As companhias precisavam de liquidez e fizeram promoções e descontos. Com isso, o volume financeiro negociado reduziu 20% este ano, porque foram vendidas unidades mais baratas”, alegou. Mas mesmo com o esforço de vendas, o estoque ampliou 5% na cidade.

De acordo com Bernardes, os números de São Paulo refletem a situação da maior parte do Brasil. O número médio de lançamentos recuou 24% este ano, na comparação com o mesmo fase de 2014. “Em algumas capitais o mercado padece mais. Em Belo Horizonte a queda foi de 46%, no Rio de janeiro de 48% e no Recife houve queda de 66% no número de lançamentos”, declarou. Já em outras, como Goiânia e Salvador, houve ampliação. Alegou: “Estes casos são pontos fora da curva”.

Crédito imobiliário

Octavio de Lazari Junior recordou que o crédito imobiliário também vem perdendo força. Octavio de Lazari Junior é ex-presidente da Abecip . Ele alegou que esta espécie de operação é baseada em quatro coluninhas básicas: taxa de desemprego, confiança do consumidor, rendimento real e inadimplência. “Todos esses quatro coluninhas estão bastante seriamente abalados. Não adianta achar que as coisas podem caminhar normalmente se [estas coluninhas] não tiverem bem estruturados”, alegou.

“Os parâmetros adotados em 2015 parecem ser muito sólidos e já instituem conforto necessário para que o mercado ocorra, mas depende da conduta da taxa de juros no curto prazo e da curva de juros que está pressionada. Isso pode começar a se traduzir em ampliação de custos”, avaliou Duarte.2. Se as parcelas forem comprometer mais, analise o quanto ela consumirá da renda mensalNovamente é preciso fazer contas: do que 30% de sua renda mensal, já não é aconselhável começar o financiamento. Enquanto paga as parcelas, isso por dois motivos: você pode ter alguma emergência e acabar não conseguindo pagá-las por umfaseo; e isso pode comprometer uma parcela da renda que é destinada para gastos imprescindíveis.

Segundo o executivo, o volume de financiamentos imobiliários com recursos da poupança foi de R$ 66,7 bilhões no acumulado de janeiro a outubro deste ano, uma queda de 28,4% em relação ao mesmo fase de 2014. Só este ano, a caderneta de poupança, principal fonte de recursos para o financiamento de imóveis no país, já perdeu R$ 57 bilhões do seu saldo até o final de outubro. Declarou: “É um número bastante alto”.

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