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Como comprar um apartamento na planta

Comprar um apartamento novo é o sonho de muita gente, mas é preciso tomar algumas precauções. Veja algumas dicas de como não se meter em uma furada.

A compra do apartamento próprio é vista por muitos como uma conquista. Depois de anos de poupança, gastos com aluguel ou vivendo com os pais, a possibilidade de poder entrar na sua própria casa, viver em um lugar com a sua cara, traz um sentimento de vitória a todos. E quando se trata de um imóvel novo, essa boa sensação é duplicada.

Comprar um apartamento na planta é o sonho de muita gente, mas traz consigo uma série de perigos que podem transformar a conquista em um pesadelo. Calma, não é preciso desistir dos planos, basta tomar algumas precauções ante e na hora da compra para que tudo acabe da melhor forma possível.

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A primeira dica é pesquisar o histórico da empreiteira. Quando se compra um apartamento na planta, quem está financiando a construção é você. Por isso, é importante levantar o passado da construtora, para saber se ela tem um histórico de atrasos ou de entregar obras incompletas.

Também é importante conhecer a região onde o prédio está sendo construído, saber se há serviços básicos, como supermercados, padarias e hospitais, além de sua segurança. Visite o bairro em diferentes horários, para saber qual a rotina do local. Só porque a rua em que o apartamento estará é tranquila no domingo não quer dizer que isto se manterá durante o resto da semana. E dê uma olhada no valor médio do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do bairro, para saber se ele cabe no seu bolso.

Financiamento para comprar

O passo seguinte é planejar financeiramente a compra. A maioria das pessoas não possui todo o dinheiro para comprar um apartamento, por isso recorrem a financiamentos. É importante garantir que o empréstimo não comprometa mais de 30% da sua renda, para não prejudicar a sua saúde financeira. Uma dica é simular nos bancos quanto você pode assumir de parcelas por mês.

É importante ressaltar que o imóvel vai ficar caro ao longo da construção, mesmo antes de assumir o financiamento com o banco. As parcelas pagas à construtora são reajustadas pelo Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), o índice de inflação da construção civil. A correção incide sobre o saldo devedor, o que aumenta a dívida ao longo do período. Em alguns casos, a propriedade pode ficar até 20% mais cara após todos os reajustes. Além disso, se a entrega atrasar, o imóvel continuará sendo corrigido até ficar pronto.

Taxas

Outra dica é ficar atento às taxas que a construtora cobra. É comum que o comprador pague por serviços como corretagem e assistência jurídica. No caso da corretagem, quem deve pagar é quem contratou o serviço do corretor. Caso você tenha comprado o imóvel no estande, quem tem que assumir o valor é a construtora.

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O mesmo ocorre com a assistência jurídica, chamada de Serviço de Assessoria Técnico-Imobiliária (Sati), oferecida pela empresa. Ela não é obrigatória, pois analisar a documentação é de responsabilidade da vendedora do projeto. Além disso, a indicação de um advogado da empresa configura conflito de interesse.

Também é importante ficar atento ao seguro firmado pela incorporadora na hora da compra. O seguro serve para garantir que o comprador honrará os pagamentos e a construtora cumprirá os prazos e a entrega. Às vezes o seguro está apenas no nome da incorporadora, o que é um perigo, pois o comprador não receberá indenização caso ocorra algum problema.

A última dica é guardar tudo que tratar da compra, desde os contratos até folhetos. Estes documentos servirão de provas caso você precise entrar na justiça.

Fonte das fotos: Capa, Foto 1 e Foto 2