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Crise deve continuar afetando o mercado imobiliário

O ano não começou nada bem para o mercado imobiliário, com a crise gerando uma queda na quantidade de imóveis lançados e aumento no número de devoluções.

As dificuldades vividas pela economia brasileira estão sendo bastante sentidas pelo mercado imobiliário, que até 2014 passava por um período de forte expansão. O mais recente estudo realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) aponta que o mercado continuará difícil em 2016 por conta da crise.

Segundo dados de construtoras e incorporadoras, compilados na pesquisa, o número de lançamentos no trimestre encerrado em janeiro caiu 14,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas baixaram 16,6% e as entregas recuaram 39,2%.

A pesquisa mostra ainda que a crise fez com que o número de distratos – devoluções de imóveis comprados na planta – somou 11,9 mil unidades entre novembro e janeiro, alta de 6,9%. Considerando as unidades lançadas no primeiro trimestre de 2014, a proporção distratada das unidades vendidas até hoje é de 15,7%.

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Em São Paulo, de acordo com os dados mais recentes do Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), a situação apresentou leve melhora em janeiro, com as vendas de imóveis residenciais novos atingindo 950 unidades, um aumento de 28,9% em relação ao mesmo mês de 2015, mas uma queda de 66,8% na comparação com dezembro.

Mesmo com a leve melhora, o Valor Geral de Venda (VGV, valor calculado pela soma do valor potencial de venda de todas as unidades de um empreendimento a ser lançado) recuou 5,4% em janeiro, na comparação anual, para R$ 389,5 milhões, demonstrando as dificuldades que a crise está provocando no mercado.

A crise está provocando um processo de ajuste nos planos das construtoras e incorporadoras. No ano passado, a quantidade de lançamentos foi reduzido em 37%, o que representou 12,5 mil unidades a menos em relação a 2014.

“É certo que a recuperação do setor vai depender muito dos rumos do país e da melhoria conjuntural, com aumento da confiança do consumidor e redução do estoque. Caso contrário, o mercado vai continuar a apresentar resultados aquém do esperado”, afirmou, em nota, o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

Fonte das fotos: Capa e Foto 1