Governo pode facilitar uso do FGTS no crédito imobiliário

Foto: Wikipedia – Sede Caixa Rib

A preocupação com a retirada lembre de recursos da poupança não é só da Caixa, mas de todos os outros bancos que aplicam esse dinheiro em financiamentos imobiliários. As instituições e o setor da construção civil chegaram a pedir ao Banco Central autorização para utilizar uma parte dos recursos que os bancos são obrigados a deixar no BC – os depósitos compulsórios – nesses financiamentos, da mesma forma que foi feito com os empréstimos para a compra de carros. Mas, em meio aa ampliação da Selic para controlar a inflação, o BC não acatou o pedido, que vai na contramão do aperto monetário.

Segundo a Caixa, essas operações “de habitação popular não tiveram nenhuma mudança”.Liberação de recursosOs bancos não fizeram novos movimentos de ampliação de juros no crédito imobiliário, mas as taxas podem subir ao longo de 2016 em meio à pressão na curva da Selic, de acordo com Duarte. Apesar disso, o expert acredita que os bancos não tendem a ser ainda mais estritos neste segmento do que foram em 2015, quando aumentaram os juros e limitaram as condições de liberação de recursos para a compra da casa própria.

Caixa Econômica Federal, também conhecida como Caixa Econômica ou somente Caixa é uma instituição financeira, sob a maneira de companhia pública da governo federal brasileiro, com patrimônio próprio e autonomia administrativa com sede em Brasília e com filiais em todo o território nacional.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou ser mais provável que o governo aceite flexibilizar outras normas para auxiliar no financiamento imobiliário. Entre elas, o aumento da faixa de financiamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço .

Atualmente, o limite é de R$ 190 mil para imóveis nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio e no Distrito Federal. A sugestão é aumentar o telhado para R$ 300 mil e cobrar nessas operações taxas intermediárias entre as que são cobradas nos financiamentos com recursos da poupança e as dos empréstimos com FGTS, que o setor também pede que o BC revise a norma de aplicação de recurso da poupança. se capta ele atualmente, 65 % do que em a caderneta deve ser direcionado para o financiamento habitacional. No entanto, os bancos sempre conseguiram uma forma de “burlar” essa norma com o uso dos Certificados de Recebíveis Imobiliários . A questão é que, fazendo isso, o dinheiro da poupança, que era para ser utilizado na construção de casas, também financia imóveis comercias, por exemplo.

A Caixa em nota informou: “Essas operações encarnam somente 2,4 por cento da quantidade de financiamentos concedidos pelo banco”.

Todo o problema teve origem na saída dos recursos da poupança. Até o saldo final, que inclui os rendimentos da caderneta, está reduzindo: caiu de R$ 522,3 bilhões no fim do ano passado para R$ 510,1 bilhões em abril deste ano.

A situação mais delicada é a da Caixa, que detém quase 70% do crédito imobiliário. A instituição vem usando recursos captados no mercado, a um preço significativamente maior em fase de juros básicos em elevação, para completar a poupança nas operações de crédito imobiliário.

Cenário

No Banco do Brasil, a retirada de dinheiro também inquieta, e a instituição já recorreu a outras maneiras de captação, como a LCI. Dessa maneira, o banco teve de diminuir o spread – diferença entre o preço de captação e o que é cobrado do cliente. Também repassou as últimas altas na taxa Selic. Os dois maiores bancos privados teriam mais “gordura”. No Santander, os saques na poupança também inquietam. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.