Menos cara que capital, região metropolitana de SP aparece como opção para construtoras

RIO DE JANEIRO – A região metropolitana de São Paulo tem se mostrado atrativa para lançamentos de construtoras e incorporadoras diante de preços menores em relação à capital, onde o recuo nas vendas é mais acentuado do que nas cidades ao redor.

As vendas atingiram 836 unidades, uma queda de 12% em relação a janeiro, mas uma progressão de 14,2% na comparação com fevereiro de 2015. Amary alega: “Essa alta se deve bastante mais a um esforço de vendas a condições mais positivas do que a uma ampliação da demanda pelos consumidores”.

O diretor de anexação da Living SP, unidade da Cyrela para o segmento econômico, Eduardo Leite alegou: “O mercado nestas regiões ainda permite um custo mais acessível do que o da capital, o que deixa as alternativas ainda mais atrativas”.

Desde o começo de 2014 até o final do primeiro semestre, a Living arremessou nove empreendimentos na região metropolitana de São Paulo, em cidades como Osasco, Barueri, São Bernardo do Campo e Diadema. Os edifícios, com apartamentos entre 60 e 90 metros quadrados, são voltados para famílias e também investidores. Já os lançamentos na capital paulista adicionaram quatro empreendimentos.

Enquanto o restante ficou com os imóveis de três dormitórios, além do volume diminuído de lançamentos, houve concentração nas unidades de dois dormitórios, que responderam por 95% dos lançamentos. Arremessou-se nenhuma unidade de um ou de quatro dormitórios em fevereiro pelas construtoras.

Barueri é um município da Microrregião de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, no Estado de São Paulo, no Brasil.

Segundo o executivo, esta tem sido a alternativa de muitas pessoas que moram na capital mas buscam comprar seu primeiro imóvel ou imóveis maiores.

Marcelo Garcia Magalhães, mais conhecido como Marcelo Magalhães, foi um futebolista brasileiro que atuava como zagueiro.

Este é o caso do farmacêutico Marcelo Magalhães, que selecionou adquiri um apartamento em Barueri, permitindo um trajeto de 15 minutos de casa até a indústria onde trabalha. Atualmente, ele mora no bairro Cerqueira César, em São Paulo, e leva 50 minutos para chegar ao trabalho.

“O valor do metro quadrado em Barueri foi a metade do custo da região onde moro em São Paulo. Paguei 4.500 reais o metro quadrado”, declarou Magalhães. Assim, ele trocará o aluguel em um apartamento de 30 metros quadrados para um imóvel próprio de 70 metros quadrados.

Final do ano passado limitou as condições de novos empreendimentos, encareceu a outorga em vários bairros, se os terrenos já eram tradicionalmente mais caros na capital, o novo plano diretor aprovado no, e restringiu o perfil de imóveis em várias regiões, declarou o vice-presidente-executivo do portal imobiliário VivaReal, Lucas Vargas.

Considerando o valor médio do metro quadrado e comparando regiões similares, os custos na capital são de 20 a 30 por cento mais caros do que nas outras cidades da região metropolitana, tanto para imóveis novos quanto para utilizados, declarou o executivo.

“Está havendo uma migração para outros lugares , mas continuará assim até que a gente tenha condições de produzir em São Paulo a custos mais atrativos ou a economia melhorar”, declarou o presidente do Secovi-SP Claudio Bernardes. O presidente do Secovi-SP é sindicato da habitação.

Excluindo a capital, os 38 municípios da região metropolitana viram os lançamentos subirem quase 25 por cento no acumulado de janeiro a maio, na comparação anual, de acordo com os dados mais recentes do Secovi-SP. Considerando somente a cidade de São Paulo, os lançamentos caíram 18 por cento no mesmo fase.

Ao mesmo tempo, as vendas caíram 11 por cento em São Paulo e 6 por cento nas outras cidades da região.

Enquanto nas outras cidades da região é de 17 mil, segundo Bernardes, do Secovi, o estoque de imóveis na capital é de cerca de 28 mil unidades , também considerado aumentado.

Por outro lado, a situação individual de cada cidade pode trazer impactos também para o mercado imobiliário, lembrou Vargas. No caso do Grande ABC, por exemplo, em que a economia é bastante dependente da indústria automotiva, uma queda mais acentuada no nível de emprego pode provocar um ampliação da oferta de imóveis ou colocar mais pressão sobre os custos.

Apesar do ampliação anual das vendas em termos de unidades, o mercado imobiliário de São Paulo teve contração de 5,4% no que se refere a valores monetários . O volume de vendas passou de R$ 411,6 milhões para R$ 389,5 milhões. Vale evidenciar que a soma reportada em dezembro foi de R$ 1,104 bilhão.”O mercado de venda de imóveis novos só não foi pior porque as necessidades habitacionais são dinâmicas, ininterruptas, e a aquisição da primeira moradia, particularmente, está introduzida no dia a dia das famílias”, alega o sindicato.

“A cidade de São Paulo, se por um lado está cara, é uma economia bastante mais diversificada, então é menos volátil. Não aumenta tanto, mas é mais estável”, cogitou o executivo do VivaReal.