Setor imobiliário teme que limitação de recursos provoque crise

Foto: Wikipedia – Bras%C3%ADlia – O presidente Luiz In%C3%A1cio Lula da Silva anuncia o Programa de Acelera%C3%A7%C3%A3o de Crescimento

A falta de recursos para financiamentos imobiliários pode levar, em última consequência, a uma crise imobiliária. “Jamais vivemos uma bolha imobiliária no Brasil, mas a falta de funding pode fazer com que padeçamos as mesmas consequências”, alegou um executivo de uma instituição financeira. Para ele, o custo dos imóveis novos e utilizados deve diminuir nesse fase de limitação. Se o valor do imóvel financiado chegar a ser menor do que as prestações que faltam para quitá-lo, a tendência é que os mutuários deixem de pagar os empréstimos.

De imediato, o setor da construção civil já padece as consequências: demitiu de outubro do ano passado a março deste ano 270 mil pessoas. O presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil , José Carlos Martins alega: “Padecemo com essa indefinição total”. O segmento aguarda as novas condições das próximas etapas do Minha Casa Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento – que também estão paralisados por falta de recursos.

“se consultou nós não e, se tivéssemos sido, mostraríamos nossa posição oposta a essa espécie de operação. Poderiam ter sido encontradas outras fontes”, alegou o presidente da Abrainc. Ainda que a entidade está produzindo um estudo sobre o efeito negativo no mercado imobiliário, o executivo alegou e deve exibi a análise ao governo ainda nesta semana. “Não estamos confortáveis com essa situação”, adicionou.

O programa de aceleração do crescimento, arremessado em 28 de janeiro de 2007, é um programa do governo federal brasileiro que engloba um conjunto de políticas econômicas, planejadas para os quatro anos seguintes.

A última preocupação, segundo Martins, é a proposta protocolada na Câmara dos Deputados de modificar o índice de correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço de 3% ao ano mais Taxa Referencial para o índice da poupança . Se aprovada a proposta, vai haver reajustes nos juros cobrados nos financiamentos do Minha Casa, inferiores aos praticados no mercado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao anunciar a medida sobre o consignado na semana passada, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, alegou que essa modalidade de crédito poderia aumentar em R$ 17 bilhões com a chance de o trabalhador usar 10% do saldo do FGTS, mais a multa de 40% em caso de demissão sem justa causa, como garantia para o empréstimo. Embora se trate somente de uma garantia, para o executivo da Abrainc há o risco de os mutuários não satisfazerem suas deveres, gerando uma retirada de capital do fundo. “Podemos ficar com menos recursos para o setor imobiliário, num momento de pico negativo do segmento”, afirmou Rubens Menin.O representante da Caixa chegou a declarar que vai haver uma insegurança jurídica porque os trabalhadores têm que entrar na Justiça para garantir a remuneração maior dos anos anteriores. De acordo com o projeto, a lucratividade de 6,17% ao ano mais TR começaria a valer a partir de janeiro de 2016.Cenário